sábado, 20 de novembro de 2010

Resumo da Vida de Agostinho de Hipona


Nasceu em Tagaste (Numídia), filho de um funcionário municipal, Patrício, e de Mônica, fervorosa cristã, que a Igreja venera como santa.
Nos estudos, Agostinho cursou primeiramente em sua terra natal continuando em Maduro e posteriormente em Cartago. Em 372 teve um filho chamado Adeonato, filho que lhe nascera do concubinato. Foi professor de retórica em Cartago e de, pois em Roma e por indicação do prefeito de Roma, Simaco, Obteve a cátedra oficial de mestre em Retórica e Milão.
De 375 a 383 já o inquietavam agora fortes dúvidas sobre a verdade do maniqueísmo após ser ouvinte destes. Ao dar fábulas a Agostinho ao Invés de uma razão substitutiva a autoridade da igreja; ao entrar em debate com o Bispo maniqueu Fausto de Melieve, se afastou da seita.
Em Milão, travou conhecimento com o neoplatonismo. Ao mesmo tempo ouvia regularmente os sermões de santo Ambrosio, onde percebia um catolicismo mais sublime do que o imaginado. Ambrosio ajudou Agostinho na compreensão do neoplatonismo em comparação com o cristianismo em suas similaridades.
Fez-se batizar no sábado santo de 387, com seu filho por Ambrósio, e desenvolveu sua teologia baseando-se nas sagradas escrituras, nas doutrinas recebidas da igreja e em suas experiências. Seus primeiros escritos se parecem co o neoplatonismo, posteriormente, escreve de forma mais pessimista em relação ao homem em sua condição pecadora. Nisto obteve uma avaliação da capacidade humana limitada e o fez compreender melhor o lugar do homem no processo de salvação. Escreve em sua obra O livre arbítrio, que o pecado e liberdade de escolha do homem o aproximam do mundo que se desvia do plano eterno de Deus. Como esta escolha é voluntario o homem deve ser mais responsabilizado quando escolhe o mundo do que a eternidade com Deus. Nesta faze nos permite dizer que Agostinho orienta-se a corroborar que se escolhemos o mundo nos afastamos de Deus e se nos aproximamos de Deus nos afastamos do mundo.
Afirma que o homem nasceu com a capacidade de alcançar um bem maior e que o Criador ajuda ao homem a alcançar este bem, contudo em seus escritos mais recentes, Retratações, afirma que sem Deus o homem não pode alcançar um estado de piedade. Isto parece contraditório, mas os compararmos o que ele escreveu para as pessoas que eram preparadas para o batismo com que escreveu em resposta a Pelágio. No primeiro texto Agostinho diz que o homem pode responder positivamente a Deus, já quando escreve contra Pelágio, diz que a graça e irreversível e sempre eficaz e que cumpre seus objetivos de salvar os eleitos.
Em Cidade de Deus, escreve que apenas alguns eleitos são destinados ao gozo perfeito com Deus e descreve o que acontecerá com os não-eleitos.
 Para Agostinho todos os homens participaram da queda em Adão, como afirma a Vulgata Latina em Romanos 5.12, em que ele cita em A Trindade 4.12: “Eis porque como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Isto demonstra que todos estão condenados ao castigo, mas a justiça de Deus permite a salvação dos eleitos e estes substituirão os anjos caídos. Agostinho confessa que somente pela graça de Deus e por sua Mãe (agente de Deus aqui na terra) é que ele se converte.
Assumiu a responsabilidade de ensinar com toda a cautela as doutrinas da igreja para a edificação dos fies. Influenciou o pensamento cristão sobre a trindade e seu escrito A trindade que teve a duração de dezessete anos para sua conclusão. Os oito primeiros livros de A trindade são destinados a analisar as categorias de Aristóteles, porém só duas – substância e relação – se aplicam a Deus porque Deus transcende todas as outras. Recorre a escrituras para afirmas que o Espírito Santo descende do Pai e do Filho, portanto para Agostinho o Espírito é o elo de amor entre o Pai e o Filho.   

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